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Violet Coffin


"Ladies and gentlemen, welcome to violence"

Oi gente!

Vou entrar na vibe da nossa rainha Murder Queen e falar sobre as minhas inspirações, mas especificamente das que nĂ£o existem na vida real. Vou falar das minhas inspirações from another world, as minhas inspirações do mundo dos quadrinhos, zines, tv, cinema etc.
SerĂ¡ uma sĂ©rie bem legal, onde pretendo falar das referĂªncias mais importantes e expressivas pro meu estilo. E vou começar por nada mais, nada menos que ''VARLA"!


Varla Ă© uma vilĂ£ do filme Faster, Pussycat! Kill! Kill! de 1965, com direĂ§Ă£o do polĂªmico Russ Meyer. Ela Ă© uma go go dancer, que nas horas vagas dirige em alta velocidade com suas amigas por estradas desertas. ViolĂªncia Ă© entretenimento pra essa mulher. Age em prol apenas de seus interesses particulares, independente das consequĂªncias que seus atos podem trazer a ela ou a quem estiver por perto. É uma figura com personalidade totalmente oposta aos padrões da mulher tradicional na dĂ©cada de 1960.

Foi interpretada por Tura Satana, que tambĂ©m era dançarina burlesca e tinha em seu histĂ³rico episĂ³dios em que foi vĂ­tima de estupro, violĂªncia e, apĂ³s aprender artes maciais, buscou por sua vingança. Tura foi entĂ£o eleita pelo diretor do filme como a pessoa perfeita para o papel.

"I don't beat clocks, just people"

Fisicamente a mulher Ă© um verdadeiro furacĂ£o: cabelos escuros, franja, corpo voluptuoso e um olhar tĂ£o afiado quanto um canivete, que deixa qualquer homem totalmente desarmado e sem defesa.

Acho que jĂ¡ deu pra entender o motivo de tanta devoĂ§Ă£o, mas alĂ©m da estĂ©tica o que me deixa ainda mais apaixonada  Ă© o comportamento e a personalidade dela. Varla te despreza, literalmente. Ela nĂ£o tem um pingo de sentimento pelas pessoas. É uma mulher totalmente autĂªntica, que nĂ£o se importa com o que pensam Ă  respeito de quem ela Ă© ou o que ela faz. É independente, decidida e quem tentar segurĂ¡-la vai sair sangrando, na melhor das hipĂ³teses.

Como bĂ´nus fica a indicaĂ§Ă£o desse filme, que Ă© um dos meus favoritos. Mas jĂ¡ adianto que vocĂª pode torcer o nariz e fazer cara feia pra ele, pois muito provavelmente nĂ£o Ă© nada parecido com os outros filmes que vocĂª jĂ¡ viu.

"Wanna try me?"

VocĂª tambĂ©m tem alguma personagem que Ă© uma super inspiraĂ§Ă£o sua? Me conta nos comentĂ¡rios!

Beijos!
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VocĂª pode ser pin-up sem precisar gostar de Rockabilly ou usar saia godĂª de bolinhas, por exemplo.


Oi gente!

Esse Ă© um assunto que volta e meia aparece no meu feed do facebook, e quase sempre gera polĂªmica. Como Ă© muito extenso, vou procurar falar de forma mais resumida sobre alguns pontos que muito me incomodam quando surge a pergunta Ă© "quem Ă© mais pin-up?".

Parece Ă³bvio que em 2017 a gente pode ser o que bem entender, mas existem pessoas que tem o hĂ¡bito de criticar quem nĂ£o segue Ă  risca um estilo na sua forma mais tradicional.

A maioria das pessoas associam vestidos e saias com estampas de bolinhas e Elvis Presley Ă s pin-ups. Isso nĂ£o Ă© feio ou errado (quem nĂ£o gosta de estampa de bolinhas?), mas Ă© muito raso.
Por essa associaĂ§Ă£o simples Ă© que muitas garotas tem dificuldades em aderir o estilo, e Ă© exatamente isso que vou abordar nesse post.

Pra começar, existem vĂ¡rias vertentes dentro do estilo. A Daise Alves aborda cuidadosamente esse tema nesse post do blog dela (que aliĂ¡s Ă© maravilhoso, super indico).
E, se existem tantos estilos a serem explorados, por quĂª essa cobrança pelo tradicional?

Algumas pessoas jĂ¡ me perguntaram como eu me descobri, e como eu me tornei pin-up, e eu costumo dizer que nĂ£o foi eu que me adaptei ao estilo, ao invĂ©s disso procurei trazĂª-lo para a minha vida, meus gostos e costumes.
Desde muito nova admiro a cultura vintage. Do glamour hollywoodiano Ă  rebeldia dos jovens amantes da velocidade. Da delicadeza dos vestidos florais Ă  sensualidade dos decotes e fendas. Com gostos tĂ£o amplos e opostos eu me via perdida, sem saber por onde começar e aonde ir, alĂ©m da cobrança de outras pessoas por "conteĂºdo".
Isso acabou me deixando insegura e por vĂ¡rios anos ignorei esse desejo, me fechando em uma concha.

VocĂª tambĂ©m nĂ£o precisa saber o nome de todos os artistas relacionados a um determinado estilo, ou de todas as modelos pin-ups, ou qualquer outra coisa que venham usar pra te colocar Ă  prova...

Ter conhecimento sobre uma cultura antes de fazer parte dela Ă© essencial, afinal quanto mais se conhece, mais referĂªncias sĂ£o adquiridas e consequentemente, mais natural sĂ£o as escolhas em relaĂ§Ă£o a tudo o que envolve a estĂ©tica desse estilo. Mesmo assim vocĂª nĂ£o precisa conhecer tudo profundamente, atĂ© porque o aprendizado vem tambĂ©m com a vivĂªncia.

VocĂª nĂ£o tem obrigaĂ§Ă£o de estar montada 24h por dia!

NĂ£o estamos em 1950! É praticamente impossĂ­vel viver da mesma forma que uma mulher vivia naquela Ă©poca, e isso Ă© muito bom pois a dĂ©cada de 50 Ă© marcada pela intolerĂ¢ncia em vĂ¡rios sentidos e, principalmente nos Estados Unidos, que Ă© a maior referĂªncia cultural da Ă©poca no mundo inteiro.
Portanto, o mĂ¡ximo que podemos conseguir reviver em tempo integral Ă© a estĂ©tica, e ainda sim somente se vocĂª tiver um guarda roupa inteirinho de roupas, sapatos e acessĂ³rios retrĂ´.

NĂ£o mude quem vocĂª Ă©. É muito melhor adaptar um estilo Ă  sua personalidade que moldar-se para caber em um visual.

Tudo o que Ă© relacionado Ă  estĂ©tica e visual tem um padrĂ£o, isso Ă© verdade, mas esses padrões existem pelo fato de estarmos adestrados a mudar o que somos para encaixar.
Com as pin-ups nĂ£o Ă© diferente. Apesar ser um espaço considerado mais aberto em relaĂ§Ă£o ao corpo, ainda estĂ¡ sob o padrĂ£o universal de beleza, mas Ă© aquele ditado: os padrões estĂ£o aĂ­ para serem quebrados!

EntĂ£o se vocĂª quer ser pin-up, ou seguir qualquer outro estilo, a primeira coisa Ă© se desprender da imagem tradicional, e do conceito de que Ă© vocĂª que tem que se enquadrar. Use referĂªncias, adapte a quem vocĂª Ă©, personalize. Tudo irĂ¡ acontecer da forma mais natural possĂ­vel, sem causar crises de identidade.


Espero ter ajudado a desfazer alguns mitos, e ter despertado as pin-up que estĂ£o loucas pra sair haha.

Beijos!

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Oi gente!

HĂ¡ muito tempo tenho vontade de fazer um blog e falar sobre assuntos variados que fazem parte da minha vida, porĂ©m nunca fui muito alĂ©m da organizaĂ§Ă£o e de alguns posts bem esporĂ¡dicos.

Por algum motivo senti uma enorme vontade de tentar mais uma vez. Provavelmente por estar vivendo uma fase boa da minha vida - de aceitaĂ§Ă£o e auto-conhecimento -  me vejo com mais condições de produzir conteĂºdos. O ano que passou foi de muito aprendizado, e hoje me sinto mais segura.

De forma geral, pretendo falar principalmente sobre estilo, mas posso trazer algumas polĂªmicas tambĂ©m (por quĂª nĂ£o? haha).

Estou ansiosa pelos prĂ³ximos capĂ­tulos dessa minha velha-nova empreitada!

Beijos!

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About Me

Raquel HĂ¼bner, 24 anos. Formada em ProduĂ§Ă£o de Moda, atuo como designer na minha marca AmĂ´ Mimeria e como ilustradora na Estranha Dupla. Sou apaixonada por bad & mean girls, noir vixens, mob molls e tudo o que envolve a figura feminina de forma controversa ao que a sociedade costuma impor.

thevioletcoffin@gmail.com

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